
Desenvolvedor de Software Brasileiro: Oportunidade na Europa
Oportunidade à vista: Europa adota nota fiscal eletrônica e abre portas para brasileiros experientes
A transformação digital da Europa está ganhando um novo capítulo: a adoção da nota fiscal eletrônica (NF-e) e para o desenvolvedor de software brasileiro com experiência na área fiscal e tecnológica, trata-se de uma oportunidade real de atuação no mercado europeu. Outra boa notícia é que países como Portugal e Espanha estão na linha de frente desse movimento.
Índice de Conteúdo
O que está acontecendo na Europa?
Oportunidade para profissionais brasileiros
As diferenças entre o padrão brasileiro e o europeu
As regras da nota fiscal eletrônica em Portugal e Espanha
Bizum, WERO, MB WAY: o futuro dos pagamentos digitais na Europa
O que está acontecendo na Europa?

A União Europeia iniciou um projeto ambicioso de padronização da nota fiscal eletrônica entre os países. Essa iniciativa visa aumentar a transparência nas transações, melhorar o controle fiscal e combater a evasão de impostos. O prazo para a implementação obrigatória da e-fatura varia conforme o país, mas a previsão é que em 2028, a emissão eletrônica seja obrigatória em todo o bloco europeu.
Portugal, por exemplo, já implementou um sistema de faturação eletrônica em empresas que prestam serviços ao governo. Nesse sentido, em 2025, a obrigatoriedade por lá será estendida para todas as empresas. Na Espanha, o projeto “Factura Electrónica” avança com prazos similares e já começa a impactar o dia a dia de empresas de médio e grande porte.
Oportunidade para o desenvolvedor de software brasileiro

Já no Brasil, a nota fiscal eletrônica é realidade desde 2006. Em razão disso, ao longo dos anos, profissionais de áreas como tecnologia, contabilidade e consultoria tributária acumularam uma experiência valiosa. Além disso, o país desenvolveu outros padrões, como a TISS (voltada para serviços de saúde) e o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). Esses padrões servem como referência internacional.
Portanto, o Brasil está na vanguarda global da digitalização fiscal — e os profissionais brasileiros se posicionam como potenciais protagonistas na implementação desses sistemas na Europa.
O especialista em ERP, desenvolvedor de software com experiência em integrações fiscais, consultores de compliance tributário e profissionais que dominam XML, validações automáticas e legislação fiscal têm tudo para se destacar nesse novo cenário europeu.
As diferenças entre o padrão brasileiro e o europeu

Apesar das semelhanças conceituais, existem algumas diferenças importantes entre os modelos. No Brasil, a nota fiscal é um documento fiscal validado previamente pela Secretaria da Fazenda e em tempo real. A comunicação com o fisco é constante e automatizada.
Já na Europa, muitos países adotam um modelo mais flexível, em que a validação acontece de forma posterior ou via auditorias periódicas. No entanto, com a padronização proposta pela UE, o modelo europeu caminha para um sistema mais automatizado e próximo ao brasileiro, especialmente nos países do sul da Europa.
As regras da nota fiscal eletrônica em Portugal e Espanha

Na Espanha e em Portugal, a digitalização fiscal avança com regras que impactam empresas de todos os tamanhos. Em Portugal, o sistema e-Fatura exige que as notas sejam enviadas quase em tempo real para a Autoridade Tributária. Já na Espanha, impulsionado pela Lei Crea y Crece (Lei 18/2022), a novidade é o VeriFactu, vinculado à Agência Tributária (AEAT).
O prazo de adaptação depende do faturamento: empresas que faturam acima de 8 milhões de euros precisam se adequar primeiro, enquanto as menores terão um prazo mais flexível. A expectativa da União Europeia é que a digitalização aumente a arrecadação de impostos como o IVA (equivalente ao ICMS) em até 18 bilhões de euros anualmente — um dado que reforça como essa mudança abre espaço para o desenvolvedor de software brasileiro e outros profissionais que dominam o tema.
Além de garantir mais transparência, essas regras mostram como o mercado europeu está se modernizando. Para quem já entende de nota fiscal no Brasil, conhecer as exigências de Portugal e Espanha é um diferencial e essa transformação não para por aí: ela também muda o jeito de pagar e receber no dia a dia. Bora ver o que vem pela frente?
Quer saber mais detalhes? A Edicom, por exemplo, facilita ainda mais a informação sobre a nota fiscal internacional.
Bizum, WERO, MB WAY: o futuro dos pagamentos digitais na Europa

Além da nota fiscal eletrônica, outro avanço que merece destaque é o WERO — o “Pix europeu”. Criado pela European Payments Initiative (EPI), o WERO pretende padronizar os pagamentos instantâneos em toda a zona do euro e promover um sistema unificado, seguro e acessível a pessoas físicas e jurídicas. A previsão é que ele comece a ser implementado em 2025, com expansão progressiva nos anos seguintes.
Na Espanha, o Bizum já é bastante utilizado e o sistema permite transferências instantâneas entre as contas bancárias usando apenas o número de telefone do destinatário (um recurso que lembra muito o Pix no Brasil). O Bizum está integrado diretamente aos aplicativos bancários e também pode ser usado para pagamentos em e-commerces e doações a instituições de caridade.
Em Portugal, a SIBS (entidade que administra a rede Multibanco) desenvolveu um sistema equivalente ao Pix que se chama MB WAY. Esse sistema permite fazer transferências instantâneas, pagamentos em lojas físicas ou online, saques sem cartão e geração de cartões virtuais, tudo a partir do número de telefone do usuário.
Embora o MB WAY seja eficiente, ele ainda apresenta algumas limitações em comparação ao PIX brasileiro, como, por exemplo, limites de transações gratuitas e dependência de acordos entre bancos e a SIBS. Diferentemente do PIX, que é um sistema nacional regulado pelo Banco Central, o MB WAY funciona como um serviço privado. Ainda assim, é a solução mais próxima ao modelo brasileiro atualmente em uso em Portugal.
Dessa forma, com a chegada do WERO, tanto o Bizum quanto o MB WAY poderão ser integrados a uma rede maior, tornando os pagamentos e os recebimentos internacionais ainda mais rápidos. Isso vai abrir mais oportunidades para o desenvolvedor de software brasileiro, além de outros profissionais e negócios que atuam entre Brasil e Europa.
Conclusão
Portanto, a Europa está passando por uma revolução silenciosa: a digitalização fiscal. E mais do que uma atualização técnica, é uma oportunidade de ouro para o desenvolvedor de software brasileiro que pretende trabalhar para empresas estrangeiras.
Com Portugal e Espanha liderando essa transição e com o apoio da União Europeia, o mercado europeu se torna um território fértil para exportar conhecimento, experiência e soluções inteligentes. Se você é de desenvolvedor de software ou trabalha na área de tecnologia… Este é o momento de olhar para o Velho Continente com novos olhos!