
Job na Gringa: contratação remota de devs brasileiros cresceu até 491%
Você já parou para pensar que, enquanto muitos tentam sobreviver no mercado brasileiro, uma legião de devs está faturando em dólar, de casa, com um job na gringa? Se ainda não, é hora de abrir o olho — você pode estar ficando para trás.
Índice de Conteúdo
- Um boom real: o mercado remoto voltado para o Brasil
- Por que esse movimento é tão forte?
- O que esses números significam para você?
- O que está segurando quem ainda não foi?
- O efeito dominó: quem se adapta sai na frente
- O que fazer hoje para não ficar para trás?
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Um boom real: o mercado remoto voltado para o Brasil
Segundo a Husky, em novembro de 2022 o número de brasileiros trabalhando remotamente para empresas do exterior cresceu, 491% comparado a 2020. Um salto impressionante em apenas 24 meses:
- 2020 → 2022: +491% de crescimento
- A maioria recebe em dólar (9 em cada 10), com média de US$ 2.655 por mês — mais de R$ 14.000 ao câmbio atual.
Ou seja: A maioria desses profissionais atua como pessoa jurídica e recebe seus pagamentos em dólar. Logo, os devs estão ganhando mais, tendo um salto financeiro significativo e com qualidade de vida e liberdade, trabalhando do sofá de casa.
Por que esse movimento é tão forte?

Vamos falar de quatro pontos importantes que vão facilitar o entendimento e quem sabe ajudar naquele empurrão para a sua mudança de vida profissional com um job na gringa.
- Estouro do trabalho remoto pós-pandemia
As empresas globais passaram a contratar sem barreiras geográficas e plataformas como a Deel registraram alta de 55% no volume de contratações da América Latina em 2023, com Brasil entre os top 5 países. - Tecnologia + dólar = receita alta
O salário em dólar é um ímã e a matemática é simples: menor custo para empresas gringas e maior poder de compra para quem recebe. Além disso, o Brasil tem fuso-horário compatível com EUA e Europa — uma fatia perfeita do “nearshoring”. - Alta na demanda por habilidades sênior e em AI
A BairesDev viu um crescimento de 285% nos candidatos latinos desde 2020 e destacou que a busca por skills em Inteligência Artificial é a que mais cresce. - Agências outsourcing bombando
Empresas como BairesDev e Adeva viram receitas crescerem de US$ 36 mi (2019) para US$ 314 mi (2022) — um boom de quase 800%— ao escalar devs latino-americanos para jobs na gringa.
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O que esses números significam para você?
Eles significam que o mercado está aberto e que as vagas em empresas internacionais estão cada vez mais acessíveis para quem está preparado, logo, isso inclui conhecimento técnico, inglês fluente e portfólio sólido.
E se você continua esperando reconhecimento no mercado nacional, saiba que muitos devs brasileiros já estão ganhando muito mais em contratos internacionais, com muito mais flexibilidade e liberdade.
Por outro lado, o mercado global também exige mais: os processos seletivos são rigorosos, o nível técnico esperado é alto, e o domínio do inglês não é mais diferencial, é requisito básico. E é aí que muitos acabam ficando para trás.
Urgência nacional vs. internacional: quem sai ganhando?
Enquanto o brasileiro comum perde tempo com longas entrevistas nacionais, cláusulas, relatórios intermináveis e ofertas limitadas, o dev que investe e se prepara bem para conseguir um job na gringa pode participar de processos mais objetivos e receber propostas sólidas.
É aceleração instantânea de carreira — e se você não estiver correndo, vai continuar assistindo os outros evoluirem. Já ouviu falar do efeito dominó? O resto te alcança.
O que está segurando quem ainda não foi?
Existem alguns obstáculos comuns para quem ainda não conseguiu um job na gringa com empresas internacionais e o primeiro deles é o idioma. Relatórios e discussões entre profissionais mostram que cerca de 95% dos devs brasileiros ainda enfrentam dificuldades com inglês técnico e conversacional. Isso derruba oportunidades logo no primeiro contato.
Outro fator é o desconhecimento das plataformas corretas. Muitos devs ainda investem tempo em plataformas globais super saturadas, como Upwork ou Freelancer, onde a competição é predatória e os preços dos salários caem. Enquanto isso, outros já estão atuando em plataformas especializadas em contratar devs latino-americanos, com processos bem mais claros e diretos.
Também é importante considerar o networking e estar inserido em comunidades internacionais: seja em fóruns, Discords, repositórios no GitHub ou eventos online: tudo faz diferença na hora de ser visto e indicado.
O efeito dominó: quem se adapta sai na frente
Enquanto a maioria ainda segue presa a processos longos, mal pagos e com pouca perspectiva, há um grupo crescente de profissionais acelerando a carreira com projetos internacionais.
Em muitos casos, o caminho começa com freelas pequenos, que se transformam em contratos fixos em dólar e abrem portas para desafios ainda maiores.
E quanto mais devs se movimentam para fora, mais o mercado nacional perde talentos, e com isso, a defasagem aumenta. É um efeito dominó: os melhores saem, a concorrência diminui internamente, mas os salários e a valorização também caem.
Atenção: Se você quer crescer, se manter competitivo e ter liberdade financeira, a hora de agir é agora.
O que fazer hoje para não ficar para trás?
Chegamos no que seria quase o resumo desse artigo, os pontos chave para você passar para ação e garantir o seu lugar no mercado conseguingo um job na gringa. São eles:
- Estude inglês diariamente, focando em conversação, entrevistas técnicas e vocabulário de tecnologia.
- Aprenda sobre IA e outras skills emergentes: frameworks de front-end e back-end são básicos e você deve ir além disso.
- Se possível, atualize o seu portfólio com projetos internacionais, mesmo que sejam trabalhando gratuitamente no início – eles também consideram isso.
- Cadastre-se em plataformas sérias como Deel, Husky, Adeva e Turing.
- Participe de comunidades técnicas globais e faça networking, colabore em repositórios, contribua com código e documentação.
O job na gringa estava batendo à sua porta — mas passou enquanto você lia. Se ainda continua estagnado no emprego local, com salários baixos, é hora de agir. Esse é o futuro que muitos já estão vivendo — e você?