
Trabalhar remotamente com TI: os modelos de contratação comuns
O setor de tecnologia continua contratando! E existem diferentes tipos de contratação para trabalhar remotamente com TI, cada uma delas com muitas vantagens e desafios. Para quem deseja entrar no mercado internacional, é essencial entender essas diferenças para tomar a decisão mais acertada.
Hoje, vamos explorar os principais modelos de contratação adotados por empresas estrangeiras que contratam brasileiros para trabalhar remotamente e o que é necessário considerar antes de aceitar uma proposta de trabalho.
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A contratação via intermediários

A contratação via intermediários como consultorias e plataformas especializadas é um dos modelos mais comuns para o trabalho remoto. Nessa modalidade de contratação, o profissional não é contratado diretamente pela empresa estrangeira, mas sim por um intermediário que faz a ponte entre o desenvolvedor e a companhia contratante.
Algumas das vantagens é a maior facilidade de ingresso, uma vez que as consultorias já possuem contratos estabelecidos com empresas internacionais. Outro ponto positivo é que, normalmente, não é necessário abrir uma empresa (PJ) para atuar. Além disso, algumas consultorias oferecerem suporte em questões administrativas, como emissão de pagamentos e tributação.
Também existem desvantagens, como, por exemplo, o salário pode ser menos atrativo, já que o intermediário fica com parte do valor pago pela empresa. Depois, o pagamento é feito em Real, reduzindo o benefício do câmbio financeiro. E como uma última desvantagem, um menor controle sobre os termos do contrato, já que há um intermediário envolvido.
A contratação direta (contrato internacional)

Um segundo modelo é a contratação direta por empresa estrangeira. Neste caso, o profissional é contratado como freelancer ou prestador de serviços autônomo, sem vínculo empregatício formal, para trabalhar remotamente.
Vamos pensar nas vantagens desse modelo de contratação, são eles: o pagamento é em dólar ou euro, o que pode ser um grande diferencial em relação à remuneração em real. Existe uma maior autonomia para negociar contratos e reajustes salariais e também uma maior flexibilidade de trabalho, podendo atuar em diversos projetos simultaneamente.
Passamos para as desvantagens, como, por exemplo, é necessário lidar com burocracias fiscais, como emissão de faturas e pagamento de impostos. Por outro lado, o profissional precisa abrir uma empresa Pessoa Jurídica (PJ), como um MEI ou LTDA, dependendo do faturamento. E para finalizar, não existem benefícios tradicionais da CLT, como férias remuneradas, 13º salário e FGTS.
A tributação em caso de contratação direta
Para os profissionais que desejam trabalhar diretamente para uma empresa estrangeira, é fundamental entender as obrigações tributárias. No Brasil, quem recebe pagamentos do exterior deve declarar os rendimentos no Imposto de Renda e pagar impostos como o Carnê-Leão (para profissionais autônomos) ou optar pelo Simples Nacional, ou Lucro Presumido no caso de empresas.
Tipo de contratação como CLT (apenas para empresas que atuam no Brasil)

A contratação por meio do regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é a mais rara quando falamos de empresas estrangeiras, porque para formalizarem esse tipo de contratação, elas precisam ter uma operação formal no Brasil, ou seja, precisam constituir uma empresa no país, que estará sujeita às leis locais (o que inclui a CLT).
Quais são as vantagens dessa contratação como CLT? Alguns benefícios trabalhistas tradicionais, como plano de saúde, férias remuneradas e 13º salário, assim como a maior previsibilidade de ganhos e o fato de não precisar lidar com questões tributárias diretamente.
E as desvantagens? Os salários são geralmente menores se comparamos com a contratação direta, e a flexibilidade é menor, já que as regras trabalhistas brasileiras devem ser cumpridas.
Qual é o melhor modelo e qual deles escolher?

A decisão sobre qual tipo de contratação é a melhor depende das prioridades do profissional. Se a estabilidade é um fator crucial, trabalhar para uma empresa que oferece contrato CLT pode ser a melhor opção. Por outro lado, se a meta é aumentar os lucros e ter mais autonomia, a contratação direta pode ser mais vantajosa.
Para quem deseja trabalhar remotamente com empresas estrangeiras e receber em uma moeda forte, o ideal é buscar oportunidades que ofereçam a contratação direta, desde que o profissional esteja preparado para lidar com as questões burocráticas e tributárias envolvidas.
Dicas especiais para se preparar
Para quem deseja se candidatar às vagas internacionais, essas cinco ações podem ajudar a aumentar qualquer chance:
- Sempre, sempre, aprimorar o inglês, investindo em aulas de inglês online, cursos de inglês ou em um professor particular de inglês para melhorar fluência no idioma;
- Entender os modelos de contratação, pesquisando sobre os diferentes regimes e vendo qual é a melhor e se encaixa no seu;
- Organizando-se financeiramente, em caso de optar por um contrato direto, ter uma reserva para lidar com a tributação e o fluxo de caixa;
- Manter-se atualizado(a): as conhecidas plataformas como LinkedIn, RemoteOK e AngelList podem ser ótimas fontes para encontrar oportunidades no exterior.
O Brasil e ser brasileiro está na moda, então é importante saber aproveitar esse momento, avaliar os prós e contras dos modelos de contratação, seja via intermediários, contrato direto ou CLT e sair da zona de conforto apostando por novos caminhos.
Independente da escolha, estar bem preparado(a) e entender as regras do jogo, nesse caso, as regras dos modelos de contratação vai maximizar as oportunidades e garantir uma carreira de sucesso no mercado internacional de tecnologia.
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